terça-feira, 6 de maio de 2008

Chegando um dia muito especial... a comemoração de bodas de couro, rsrsrss. Vamos festejar dois anos de casamento no próximo dia 20. Quanta coisa aprendemos juntos neste pequeno espaço de tempo e o meu amor por você se revela cada dia maior, cada dia mais especial e mais forte.
Me preocupo com sua felicidade, sua saúde, sua paz de espírito, suas realizações profissionais e pessoais.
Te quero sempre meu... Um príncipe que Deus colocou na minha vida para dar sentido a ela.

Te amo muito...



Senhora...


As vezes paro e fico me lembrando de conversas das quais participei...
Lembro de algumas na faculdade em que eu defendia certas coisas descaradamente, de todo o meu enganado coração. Ouvia sempre: "Você ainda vai me dar razão" e eu, claro, dizia que colocava minha mão no fogo, e tentava convencer a todos com os mais variados argumentos de que eu estava absurdamente certa.
Porque algumas pessoas sabem exatamente o que dizem?
O certo é que eu queimei minha mão e hoje tenho que dar razão àqueles meus amigos, que tanto me irritaram com suas verdades absolutas nas quais eu não queria acreditar.
O sentimento de se descobrir equivocada não é muito agradável, envergonha, amargura a alma, mas amadurece. É aquela velha história do "a verdade dói".
Me enganei por tanto tempo que a aceitação de certas verdades custa a se infiltrar definitivamente em meu ser, até bem pouco crédulo de mais.
Hoje ouvi um comentário de uma amiga que penetrou bem fundo em meu coração e me fez refletir sobre a Erica de algum tempo atrás. O comentário de "Ai... tenho achado você com uma carinha tão triste ultimamente. Você era uma pessoa tão feliz" , veio acompanhado de uma expressão de dó que me fez sentir pena de mim mesma. Não por estar com a expressão triste, que isso eu já acabei me acostumando como em tudo na vida, mas por ter me deixado amargurar a alma, sempre tão confiante e alegre, transformando-a no que ela se tornou.
Hoje me sinto a adulta que sempre temi ser. O engraçado em tudo isso é que não consigo mais me perceber triste (talvez porque já tenha me acostumado com o sentimento que se alojou). Me sinto sim alegre e confiante, mas agora sobre uma nova perspectiva.
Queria reencontrar aquela Erica de antes e mostrar aos outros como ela era bem mais interessante do que esta que vos escreve neste momento, mas essa mudança não depende só de mim... mais gente precisa se reencontrar nesta história, me conduzir de volta àquele caminho perfumado e seguro e dizer: eu voltei, por inteiro, e agora é de verdade, chega de faz de conta, isso tudo é real e eu não quero mais viver do imaginário...
Sonho tanto com essas palavras... sonho o tempo todo.
Meu aniversário se aproximando e o único presente que verdadeiramnete quero ganhar é esse: minha esperança de volta.
Mais do que qualquer outra coisa.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pequenas coisas


Decidi que quero crescer, por mais difícil que isso pareça ser.
Não quero mais pensamentos que me façam sentir como uma adolescente, mesmo estando a beira dos 27 anos. Sinto-me tão mulher em alguns momentos e tão imatura em outros.
É claro que tenho crescido a cada dia, aprendendo com a vida e tirando dela o que há de melhor. Estou aprendendo a valorizar cada minuto, cada chuva caida, cada amanhecer, cada sorriso...
Viver é um presente de Deus e só eu posso decidir de que maneira vou aproveitar esse presente. Se vou deixar a vida passar despercebida ou se vou mergulhar nela deixando pra lá quem não quer embarcar comigo de corpo e alma nessa viagem. Chega de perder horas sofrendo pelos erros que não são meus, procurando a parcela de culpa que não existe. Farei minha parte para que o caminho seja iluminado e repleto de flores. Deixarei por conta da consciência de cada um a analise do que é certo e do é errado, do que eu mereço ou deixo de merecer.
Quem me conhece sabe que essa mudança implica em não sofrer tanto pelos outros, em pensar um pouco mais em mim mesma. Sabem também que para eu estar feliz moverei montanhas para ver a felicidade estampada nos olhos do outro.
O que mudou então? Vou estender minhas mãos e abrir meu coração para fazer feliz quem precisar de mim para que a felicidade aconteça, mas não vou ficar sentada esperando alguém me fazer feliz, não... Vou ser feliz nas pequenas coisas: no sorriso sincero de uma criança, nos beijos carinhosos e abraços apertados das crianças ao pé da porta, nas declarações de “você é importante para mim”, no canto dos pássaros, no perfume das flores, nos movimentos de pés rodopiantes às sextas-feiras à noite, no toque da campainha acompanhado da fala “eu estou aqui e estarei quando você precisar”, nos beijos ao despertar e ao adormecer, nas lambidas ásperas de um certo felino nos momentos em que me sinto mais solitária.
Vou ser feliz nas pequenas coisas ... Como foi feliz São Francisco de Assis com bem menos?
Não preciso de muito, apenas o necessário. Quero transbordar a alegria que está aqui guardadinha dentro de mim.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Quero dizer tudo isso...


"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,na hora certa,no momento exato.
E, então,pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,
meu sofrimento emocional, não passa de um sinal
de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente
e comecei a ver que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento .
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo
tentar forçar alguma situação ou alguém
apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada,
inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável.
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos,
abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso,
errei muito menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o Futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez...Isso é...Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é....Saber viver!!!"

"Não devemos ter medo dos confrontos...
Até os planetas se chocam e do céu nascem as estrelas."

Charles Chaplin
Amei esse texto!
Sonho com o dia em que eu poderei dizer tudo isso, de coração aberto, superando todos os conflitos que as pessoas insistem em criar e de tanto serem inventados e alimentados estão me entristecendo a cada dia. Sei de tantas coisas, e como é dificil fazer de conta que é tudo ilusão.
As vezes penso: "Será que eu estou vivendo em um mundinho imaginário? Será que eu sou tão cega que não enxergo nada disso?" Mas não pode ser!
Está tudo muito bem, tirando apenas o cansaço do dia-a-dia que é irremediável, visto que temos mesmo que trabalhar.
Continuo firme andando contra o vento forte, que vez ou outra insiste em me derrubar com suas novas artimanhas... Transformar minhas noites em tempestades.
Ainda bem que tem sempre alguém pronto para me levantar e se o fio telefonico não estiver dando conta de parar a tempestade o ronco de um motor não muito comum nos dias de hoje pode surgir quando menos se espera para trazer o sorriso de volta e sem pronunciar uma palavra dizer: "Nós estamos aqui!"
Aah, conforta ter pessoas por perto quando precisamos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


Dia destes fui surpreendida pela descoberta de uma foto minha no álbum de fotos de alguém que eu gosto muito e que ficará guardada para sempre em meu coração pela passagem marcante e significativa na minha infância e adolescência. Não nos vemos há tanto tempo, apenas pela separação dos caminhos e pelas responsabilidades. Mas temos tantas coisas para contar a começar pelo fato de que sempre fomos muito parecidas e talvez por isso tenhamos nos dado sempre tão bem.
Uma pessoa incrível que mesmo distante permanece em minha vida a seu modo, me fortalecendo com mensagens de carinho, lembrando o apelido carinhoso pelo qual as amigas me chamavam anos atrás e do qual eu senti falta por tanto tempo.
A sua presença, ainda que virtual, me fez lembrar de tantas coisas que fizemos juntas, tantos planos malucos de criança. Lembro-me com alegria a vez em que começamos a ensaiar coreografias dizendo que formariamos um grupo de cantores mirins daqueles que lançam grifes de roupas e tudo o mais...
Volto no tempo toda vez que recebo uma mensagem de carinho e me pergunto por que a vida tem sempre que fazer isso com a gente.
Saudades de tudo e feliz por poder relembrar com alegria os velhos tempos.

Um sorriso


Um sorriso não custa nada
E produz muito.
Enriquece quem o recebe
Sem empobrecer quem o dá.
Ninguém é tão rico
Que não precise dele
E ninguém é tão pobre que não possa oferecer.
Um sorriso
Dá repouso ao cansaço
E ao desanimo,
Renova a coragem,
E é consolação na tristeza.
Ninguém necessita mais de um sorriso
Do que aquele que não sabe sorrir.


Sorria sempre!
Ouviu bem menina? É...você mesma perdida em algum lugar aí dentro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Perdida no espelho


Perdi-me... não posso mais.
Olho para o reflexo diante do espelho
Não reconheço aquele olhar, aquela ausência de sorriso.
A imagem refletida me assusta por sua fraqueza,
Por sua falta de atitude,
Por deixar que tantas lágrimas molhem seu rosto.
Quem levou aquele brilho de seu olhar?
E o sorriso sincero, quem terá levado?
Onde foi aquela serenidade de sua expressão?
Onde foi a calma de seu coração?

Preciso me reencontrar.
Olhar em meus olhos e me reconhecer dentro deles
Apagar da memória os vestígios de alguém que esteve não estando
E tentou não querendo a seu modo
Ocupar um lugar que eu, talvez mesquinhamente, julgo apenas meu.
È hora de mudanças
É hora de verdade.
Chega de passos curtos e sem vontade
Chega de tempestades compostas de água e sal
Chega de olhos d´agua
De coração apertado no peito
De respiração cortada
De escuridão diurna e clarão noturno.
Quero acordar
Reconhecer o reflexo no espelho
Esvaziar minha mente,
Viver em paz
Trazer a seca aos meus olhos
O silêncio ao meu coração
O silêncio...

*Uma amnésia talvez resolva, não?